Como manejar parâmetros essenciais para produzir plantas

Para se fazer uma agricultura eco-sustentável, ela precisa ser produtiva. E para se obter ganhos em produtividade, são necessários três fatores fundamentais e imprescindíveis para a produção vegetal, a saber:

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ÁGUA: Mais de 80% do conteúdo de uma planta é água! A água é responsável pela absorção dos nutrientes; refrigeração da planta em razão da exposição direta ao sol; turgidez celular e, principalmente, promover as reações bioquímicas nas células.

CARBONO: Este elemento encontra-se na atmosfera, na forma de gás carbônico (CO2). É dessa forma que as plantas absorvem o CO2, pelas folhas, através do fenômeno da fotossíntese, para sintetizar todo o esqueleto carbônico da planta (Parte Aérea e Raízes). Portanto, quando falamos em produtividade, estamos nos referindo na quantidade de carbono fixado pela fotossíntese. Assim, devemos monitorar uma lavoura, afim de anular as limitações do ambiente de produção que possam prejudicar a fotossíntese. Aqui é onde entra o papel do Engenheiro Agrônomo, através da assistência técnica. Dessa forma, só será possível fazer a diferença se análises forem envolvidas nas tomadas de decisões, pois tudo que é medido, pode ser melhorado. Nesse sentido, a Agronomia dispõem de técnicas para se avaliar o ambiente de produção (Solo), e o estado nutricional das plantas (DRIS).

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MINERAIS: Tanto os macronutrientes como os micronutrientes, têm de estar presentes na planta, pois são elementos essenciais e, não podem faltar. Qualquer deficiência provocará reduções na fotossíntese, com reflexos diretos na assimilação do carbono (CO2), reduzindo a produção. Quando há restrições na fixação o carbono, não há como compensar mais tarde, é perda. Observe que todos os nutrientes essenciais (N,P,K,Ca,Mg,S, B, Cu, Fe, Mn, Zn), são invisíveis, não havendo forma de monitorá-los sem a realização de exames laboratoriais. Diante desse fato, uma análise físico-química pode se tornar muito barata, perto dos benefícios que um resultado pode proporcionar. É inconcebível realizar aplicações de nutrientes de forma empírica, no “escuro”, contando com a tal experiência prática. Nada substitui a análise, pois esta quantifica a necessidade do elemento. Atenção especial deve ser dada no momento da aplicação, tanto no solo como na planta, pois devemos sempre lembrar que estamos diante de uma atividade biológica que, em biologia, não há meia dose, muito menos o dobro da dose! Mas sim, a dose certa. Portanto, procedendo-se adubações no solo ou suplementações foliares, devemos nos lembrar do que disse Paracelso: “A diferença entre o remédio e o veneno, é a dose.”

O desafio da produção agrícola passa pelo crivo de quem é gestor, de saber separar exatamente o AGRO do NEGÓCIO, onde na gestão do agro nada pode ser cortado, já na gestão do negócio tudo deve ser racionalizado.

Dr. Roberto Antunes Fioretto

Eng. Agrônomo Dr. ROBERTO ANTUNES FIORETTO – Doutor em Agronomia, Docente na Universidade Estadual de Londrina e sócio da Laborsolo Laboratórios, especialista em Fertilidade de Solo e Nutrição de Plantas, atuando principalmente nos seguintes temas: calagem, bases trocáveis, equilíbrio químico, adubação e cátions básicos.
Corneta do Agro

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