Manejo Integrado de Pragas e Doenças é realizado em Cambé com bons resultados

Em tempos de Helicoverpa armigera e ferrugem asiática (que começa a aparecer nas lavouras de soja no MT) alguns produtores de Cambé (PR) mostram que um sistema, surgido na década de 1970 nos Estados Unidos, pode contribuir para o manejo da cultura e eliminar (pelo menos até o momento) o uso de agrotóxicos em suas lavouras.

Um grupo de produtores da microbacia Cafezal, que compõe 5 áreas monitoras, perfazendo 100 hectares de cultivo de soja, estão utilizando o Manejo Integrado de Pragas e Doenças, e até outubro não havia sido aplicado nenhum tipo de defensivo, mesmo com a presença de lagartas pequenas, que após 20 dias do seu registro, desapareceram.

A explicação para o desaparecimento da Helicoverpa na área é que o Manejo Integrado de Pragas e Doenças permitiu que a maioria dos insetos fossem parasitados por inimigos naturais, controlando assim a infestação.

A preocupação com o uso de defensivos, segundo o técnico da Emater responsável pela área, é que o agrotóxico elimina a lagarta, mas também todos mata todos os seus inimigos naturais.

As áreas contam com armadilhas luminosas para monitorar a entrada de mariposas e coletor de esporos da ferrugem da soja, evitando assim aplicação calendarizas, agindo apenas quando é, de fato, necessários.

É importante ressaltar este trabalho de monitoramento e manejo integrado pois garante uma série de benefícios:

  • Preservação ambiental, principalmente por se tratar de uma área que faz parte do manancial que abastece Londrina e Cambé;
  • Manutenção de predadores naturais para controle de outras pragas, não apenas a Helicoverpa armigera;
  • Redução dos gastos com insumos agrícolas (propriedades vizinhas já realizaram 3 aplicações de agrotóxicos;
  • Aumento da lucratividade com a manutenção da produtividade e redução dos custos com insumos

Sem dúvida um exemplo a ser seguido! E uma inspiração para uma agricultura mais sustentável e ecológica.