ONG americana alerta sobre plantas daninhas super resistentes

Plantas daninhas resistentes ao herbicida GLYPHOSATE estão se espalhando pelas fazendas americanas e afetando mais de 24 milhões de ha de terras agrícolas nos EUA, de acordo com um estudo realizado pela ONG Union of Concerned Scientists (UCS). O relatório alerta sobre o dano ambiental e econômico proveniente das então nomeadas “super plantas daninhas” e sugere que as políticas atuais podem não resolver o problema, que provavelmente se tornará pior a curto prazo.

As plantas daninhas referidas no relatório podem crescer 2,5 m e os rígidos caules podem até causar danos aos equipamentos agrícolas. O estudo diz que o sobreuso de sementes OGM Roundup Ready (MONSANTO) e de GLYPHOSATE pelos produtores tem grande parte da culpa.

A UCS cita um levantamento recente que concluiu que 50% dos agricultores americanos registraram infestação de ervas daninhas resistentes ao GLYPHOSATE, com mais de 90% dos produtores de soja e algodão do sudeste do país combatendo as “super plantas daninhas”. A ONG cita o quadro proveniente do International Survey Of Herbicide Resistant Weeds, que declara que 24 espécies de plantas daninhas são resistentes ao GLYPHOSATE.

A MONSANTO diz que a afirmação do relatório atribuindo a ela a culpa pelo desenvolvimento de plantas daninhas resistente é injustificável e unilateral.

Além de culpar a MONSANTO, o relatório da UCS afirma que o sistema agrícola americano é desatualizado e contribui para o problema, amplamente por conta das políticas que encorajam os agricultores a plantar a mesma cultura ano após ano.

Levantamento da BASF ressalta preocupações sobre a resistência ao GLYPHOSATE nos EUA

Três a cada quatro agricultores americanos que participaram do levantamento da BASF suspeitam que a resistência ao GLYPHOSATE seja a causa da grande dificuldade em controlar as ervas daninhas. Cerca de 76% deles mudaram o seu programa de manejo das plantas daninhas para se adequarem à resistência.

Mais de 2/3 dos agricultores indicaram que aplicariam um herbicida pré-emergencial em 2014, e mais da metade deles está planejando adicionar um novo herbicida ao programa de manejo existente. Além disso, 50% planejam usar mais de um modo de ação e 47% disseram que planejam usar a sobreposição residual de herbicidas para controlar as plantas resistentes.

O levantamento também destaca as ervas daninhas que os produtores classificaram como as mais difíceis de controlar durante a temporada de 2013. Aproximadamente 2/3 dos entrevistados disseram que a Amaranthus spp (caruru) foi a mais difícil de controlar, e outros 54% disseram que as espécies do gênero Ambrosia spp foram as de mais difícil controle. A Chenopodium album (ançarinha-branca) e a Conyza canadensis (buva) foram também identificadas por seu difícil controle.

Fonte: AENDA