Pulverizacao

A importância da análise da água da calda na eficiência das pulverizações

Diversos fatores influencia na qualidade das aplicações de defensivos: temperatura, luz, ventos, umidade do ar, umidade do solo, tipo de equipamento, regulagem do implemento e dos bicos de pulverização e a água para a diluição.

Tem-se notado uma diminuição na eficiência da ação dos defensivos obre os agentes causadores de danos nas culturas, muitas vezes a causa disso é a utilização incorreta e sem critérios dos defensivos, a falta de informação entre operadores a respeito da tecnologia de aplicação, principalmente no que se refere à qualidade de água utilizada para pulverização agrícola.

Na agricultura, a água utilizada para a preparação da calda de pulverização, que será utilizada na aplicação de defensivos, pode não preservar a integridade destes produtos, em decorrência de inadequação das características físico-químicas da água, o que diminui a atividade dos princípios ativos.

Muito se tem discutido atualmente sobre a qualidade química da água utilizada nas pulverizações, principalmente com relação à acidez e alcalinidade, representados pelo pH.

A água de rios com elevados teores de argila, por exemplo, pode reduzir a meia-vida (tempo para inativar 50% do produto) e a vida útil dos bicos. Além disso, alguns herbicidas, como glyphosate e paraquat, são fortemente adsorvidos nas partículas de argila. Algumas regiões possuem águas com pH elevados (7 a 8), associados a altos teores de bicarbonatos, sulfatos, cloretos e nitratos de cálcio e magnésio.

A medida do pH define o grau de acidez ou alcalinidade de uma solução, em uma escala de 0 a 14, onde 7 significa neutralidade, isto é, mesma quantidade de hidrogênio e hidroxila. Alguns autores afirmam que os herbicidas do grupo químico das imidazolinonas, especialmente imazethapyr e imazapyr, têm sua absorção foliar aumentada quando o pH da água utilizada na preparação da calda está na faixa de 4 a 4,5. Isso também é observado para outros herbicidas, como o glyphosate.

Além do pH, a dureza (presença de CaCO-3) da água também pode afetar a estabilidade da calda e a eficiência dos herbicidas, pois, geralmente, águas captadas pelos agricultores em zonas rurais apresentam uma série de sais dissolvidos. Esses sais podem ser oriundos de constituintes naturais de rochas e do solo ou de corretivos e fertilizantes aplicados pelos próprios agricultores.

A qualidade química da água deve também ser analisada em função da quantidade de outros íons que nela estão dissolvidos e que não são constituintes da dureza. Os íons como Fe+3 e Al+3, por exemplo, podem reagir com o produto fitossanitário, reduzindo sua eficácia. Herbicidas como glyphosate, 2,4-D amina, paraquat, sethoxydim, clethodim, bentazon, chlorimuron-ethyl e imazethapyr podem ter sua eficiência afetada quando aplicados com águas duras e calda com pH alcalino.

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Com informações de Revista A Granja e Rehagro

Laborsolo Laboratórios

A Laborsolo Laboratórios atua há 30 anos com Análises Agronômicas. Nosso portfólio é amplo (solo, folha, alimento animal, água, fertilizantes e corretivos) e estamos focado no desenvolvimento de tecnologias que auxiliem no dia a dia do Agronegócio.

Este post tem 2 comentários

  1. Sou Engenheiro Agrônomo formado na UEPG em 2007 e atuo na região de Sorriso MT. Nesta semana me deparei com uma situação na qual entendo que a dureza está afetando a qualidade da calda de um cliente e gostaria de um parecer se possível sobre o assunto.
    Sua água do poço tem ph 5.5 e muito branda, quando colocam no caminhão pipa o qual já é antigo solta ferrugem acredito eu que libera Fe ou seja íons trivalentes na água a qual após teste se torna extremamente dura.
    Meu raciocínio está correto?
    Esses cations irão se ligar com outras moléculas dos químicos ocasionando incompatibilidades de mistura da calda?

    1. Rafael, sua dúvida foi respondida pelo Dr. José Carlos Vieira de Almeida:

      “O ferro que solta do tanque, que deve estar na forma de óxido, não deve se ligar aos químicos orgânicos, uma vez que não tem carga. No entanto, no ph 5,5, que você diz ser o pH natural da água, pode haver redução e se tornar bivalente com carga e, aí sim, interferir nos compostos orgânicos se ligando a eles e diminuindo sua eficiência.
      Agora, o termo dureza da água se refere a presença de carbonato de cálcio e magnésio. No entanto, com pH 5,5 possivelmente a água não seja dura.
      Seria interessante analisar a água para se determinar a dureza e medir os níveis de ferro e manganês.”

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