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Adubacao Verde

Adubação verde: opção à cultura de inverno

A adubação verde, feita com leguminosas e gramíneas, pode ser uma opção interessante para pequenas propriedades promoverem a rotação de culturas.

O sistema radicular mais profundo dos adubos verdes auxiliam na conservação e manutenção do solo. Os adubos verdes que são gramíneas (ex.: sorgo forrageiro, nabo forrageiro, milheto) e dicotiledôneas (girassol) formam a palhada que cobrem o solo; e os que são leguminosas (ex.: crotalária, mucuna, guandu, feijão-de-porco) produzem biomassa e fornecem maior aporte de nitrogênio à cultura.

Segundo os pesquisadores da Embrapa Agropecuária Oeste a prática da adubação verde promove a cobertura do solo, aumenta a umidade, a ciclagem de nutrientes e a dinâmica dos microorganismos no solo que ajudam a combater nematoides e doenças do solo. Além disso, os adubos verdes abrigam inimigos naturais a atraem polinizadores e insetos benéficos como predadores de pragas.

Vale ressaltar que para a adubação verde trazer bons resultados é preciso associá-la a outros tratos como calagem, gessagem e adubos orgânicos.

A rotação de culturas pode ser feita dividindo a área em pequenas partes, intercalando as culturas ao longo do tempo. Uma dica para iniciar a prática de adubação verde exclusivamente ou em consórcio é escolher uma área com baixa quantidade de matéria orgânica ou com problemas de pragas de solo, de plantas daninhas ou ainda na área mais distante da propriedade, onde é mais difícil de se chegar com dejetos de animais que são usados também como adubos. “À medida que a área com problema é recuperada com a adubação verde, o agricultor pode expandir a prática agrícola”, afirma o pesquisador Cesar José da Silva.

“Boa parte do solo brasileiro é levemente ácida. Para elevar o PH, a forma mais barata de se fazer essa correção do solo é com o calcário, que é proporcionalmente barato em relação a outros produtos existentes no mercado. Ainda hoje muitos produtores da agricultura familiar não têm essa prática para corrigir o solo”, disse o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Rodrigo Arroyo.

Para saber a quantidade a ser aplicada no solo, é necessário coletar uma amostra de solo. A coleta da amostra deve ser feita em zigue-zague para representar bem a área – “uma amostra por hectare é suficiente” – e essa amostra levada a um laboratório. “O custo da análise é relativamente baixo e se paga com o aumento da produção que a calagem proporciona“, diz o pesquisador.

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