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Estresse Hidrico

Como planejar o manejo da soja considerando previsões de estresse hídrico

As previsões para o Sul e parte do Centro-Oeste e Sudeste é de que ocorram períodos de secas durante o desenvolvimento da próxima safra, sendo assim já é preciso considerar uma possível carência de água no período de floração e enchimento de grãos e planejar o manejo para evitar perdas por seca.

Estudos da Embrapa Soja têm demonstrado que “apesar do vasto conhecimento para o cultivo da soja, resultando em elevado grau de tecnificação da maioria das lavouras brasileiras, a disponibilidade hídrica durante a estação de crescimento constitui-se, ainda, na principal limitação à expressão do potencial de rendimento da cultura e na maior causa de variabilidade dos rendimentos de grãos observados de um ano para outro, principalmente, no sul do Brasil.”

O estresse causado por deficiência de água determina a presença de plantas pouco desenvolvidas, de pequena estatura, com folhas pequenas e entrenós curtos. Os tecidos vegetais apresentam-se com aspecto de murchos e os folíolos tendem a “fechar” para diminuir a área foliar exposta. As secas severas, na fase vegetativa, reduzem o crescimento da planta e diminuem a área foliar e o rendimento de grãos.

É por este motivo que os especialistas estão pedindo aos produtores que aguardem o momento mais propício ao plantio, ou seja, quando houver adequada umidade em todo o perfil do solo para garantir a germinação da semente.

Mas qual a importância do perfil do solo neste caso?

Ao imaginarmos que todo o suporte de uma lavoura está na dependência do sistema radicular, então temos que avaliar e planejar como deverá ser o “Ambiente de Produção”, que representa o terreno biológico onde essas raízes deverão se desenvolver.

Dessa forma um design do perfil do solo é simples de se imaginar, pois à medida que aprofundamos o sistema radicular, mais água estará disponível e, logicamente menor será a temperatura do solo (lembrando que pesquisas apontam que a temperatura ideal do solo para a soja seria algo entre 20 e 30º C).

Para favorecer isso tudo, esse ambiente não deve apresentar compactação física por adensamento de partículas de solo, nem compactação química por excesso de Alumínio em profundidade.

Ainda nessa linha, temos que disponibilizar os macronutrientes no horizonte entre 0-20 cm de profundidade e, para tanto, temos que controlar a reação do solo, através do pH (baixa acidez). Na camada mais abaixo, entre 20–40 cm, temos que criar um ambiente favorável para a disponibilidade dos micronutrientes catiônicos, através da alta acidez.

Daí a importância de planejar a construção de um perfil de solo adequado para o cultivo, principalmente em períodos onde a preocupação com estresse hídrico se torna eminente.

Dr. Roberto Antunes Fioretto

Eng. Agrônomo Dr. ROBERTO ANTUNES FIORETTO – Doutor em Agronomia. Ex-docente na Universidade Estadual de Londrina e sócio da Laborsolo Laboratórios, especialista em Fertilidade de Solo e Nutrição de Plantas, atuando principalmente nos seguintes temas: calagem, bases trocáveis, equilíbrio químico, adubação e cátions básicos.

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