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Cuidados Radicular

Cuidados com a lavoura para favorecer o sistema radicular

O Engenheiro Agrônomo Geraldo Ferreira Gontijo Neto da Equipe Rehagro produziu um artigo excelente que foi publicado no Rural Centro, no texto ele fala da importância dos atributos físicos do solo, como a densidade e a porosidade influenciam na disponibilidade de água, nutrientes e aeração, o que interfere também no crescimento e na funcionalidade das raízes.

O sistema radicular é o órgão responsável pela fixação dos vegetais e pela absorção de água e sais minerais. De maneira geral considera-se que o sistema radicular é o responsável por realizar a interface entre a planta e solo. Assim, toda prática de manejo que tem como alvo o solo, como a irrigação e a adubação, deve atingir o sistema radicular antes que faça efeito sobre o restante da planta. As raízes também são responsáveis por contribuir com a síntese e reserva de substâncias do metabolismo vegetal.

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Figura 1. Raiz afetada por solo compactado (esquerda) e raiz normal (direita). Fonte: IPNI

O manejo mais simples a favorecer as raízes diz respeito aos atributos físicos do solo. A densidade e a porosidade do solo influenciam a disponibilidade de água, nutrientes e a aeração, interferindo no crescimento e na funcionalidade das raízes. A compactação, fenômeno comum nas áreas de cultivo, é responsável por aumentar a densidade e a resistência do solo à penetração, além de diminuir a macroporosidade, prejudicando o funcionamento normal das raízes.

O efeito da compactação pode ser corrigido por preparo convencional do solo, ou por meio do uso de escarificador ou subsolador. A utilização de facão de corte (botinha) na semeadora contribui para amenizar os efeitos da compactação na linha de plantio. Nas áreas de preparo convencional, a alternância de implementos com diferentes profundidades de ação previne a formação do chamado “pé de grade”.

Durante a condução da lavoura o correto manejo da fertilidade do solo e da nutrição, contribui para assegurar o bom desenvolvimento radicular. Dentre os nutrientes requeridos pelas plantas, Fósforo (P), Nitrogênio (N), Cálcio (Ca), Enxofre (S), e Boro (B) são aqueles de maior importância para o crescimento das raízes.

Atenção quanto ao uso dos fertilizantes deve ser dada no que diz respeito à salinidade, pois pode levar a “queima” das raízes e favorecer o ataque dos patógenos de solo. Nas culturas da soja e do feijão estes danos podem levar a perdas de até 20% na produção. Dentre as diferentes fontes, o cloreto de potássio (KCl) merece destaque devido seu alto índice salino. Para evitar os prejuízos da salinidade é recomendado que a dose de K2O, na adubação de fundação, não exceda 30 kg/ha. Como alternativa, a aplicação do fertilizante pode ser feita em cobertura, ou aprofundada no sulco de semeadura.

Nosso comentário:

O assunto tratado neste artigo é parte componente da fertilidade do solo, onde um solo produtivo apresenta-se com as condições químicas atendidas e, principalmente, com as condições físicas sem limitações. Corrigir a acidez, restituir Cálcio e Magnésio, remineralizar o solo com Fósforo e Potássio, são procedimentos químicos que apresentam bons resultados, bastando para isso, um exame diagnóstico. O oposto não é verdadeiro, pois anular as limitações físicas, não é procedimento de curto prazo, talvez nem de longo prazo, conforme o grau de limitação que se apresenta. Portanto, não há outra alternativa, se não àquela de se praticar o monitoramento, ou seja, tem que se realizar exames ou análises para se evitar o pior. Nesse sentido, a Laborsolo apresenta a sua inovação para esse fim, que é a avaliação da qualidade do solo no ambiente de produção, o IQS.

Dr. Roberto Antunes Fioretto

Eng. Agrônomo Dr. ROBERTO ANTUNES FIORETTO – Doutor em Agronomia. Ex-docente na Universidade Estadual de Londrina e sócio da Laborsolo Laboratórios, especialista em Fertilidade de Solo e Nutrição de Plantas, atuando principalmente nos seguintes temas: calagem, bases trocáveis, equilíbrio químico, adubação e cátions básicos.

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