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Variabilidade Vertical03

Variabilidade vertical e a Agricultura de Precisão

Série de Artigos: Variabilidade Vertical

Depois de entender que as concentrações dos elementos no solo são desuniformes e ocorrem de forma diferenciada em cada camada temos que entender qual o impacto da não detecção ou do diagnostico incorreto desta variabilidade.

Voltando à pergunta que finalizou o post anterior:

Quais os problemas do não aprofundamento do sistema radicular? Quais as consequências do sistema radicular ficar em superfície?

A resposta é: NENHUMA, desde que…

Chova de maneira pontual, de forma “hidropônica” durante todo o ciclo da cultura, nas épocas corretas e nas quantidades ideais. Basta controlarmos a chuva e não haverá consequências!!

Mas infelizmente sabemos que não é assim. A agricultura é uma atividade dinâmica e de alto risco e nunca temos as condições climáticas ideais.

O solo seca de cima para baixo, logo com alguns dias sem chuva a superfície do solo está “seca”, deixando água disponível apenas nas camadas mais profundas.

Há também que se considerar que a absorção dos micronutrientes ocorre em sua maioria em ambiente de pH ácido, o que ocorre normalmente nas camadas mais profundas, onde o efeito das correções é praticamente nulo.

Portanto uma área agrícola com concentração de nutrientes na superfície do solo, juntamente com a presença de Alumínio tóxico no horizonte mais profundo além de ter uma probabilidade muito maior de sofrer com secas, há grande chance de expressar deficiência de micronutrientes.

Analisando apenas os argumento acima podemos verificar a importância do diagnóstico da variabilidade vertical e o quão incompleta e prejudicial são as informações oriundas apenas de uma análise comum a 0-20 cm de profundidade pode ser para a sua área, principalmente falando de agricultura de precisão.

Pensem na quantidade e na relevância das informações que são simplesmente perdidas numa análise sem estratificação, mascarando os resultados por efeito da diluição.

Imaginemos a fertilidade dos solos nas “Agriculturas de Precisão”, mais especificamente os famosos mapas de nutrientes e suas respectivas aplicações em Taxa Variável criados em grande maioria a partir de análises 00-20cm de profundidade.

Pensando no parágrafo acima vamos analisar o caso abaixo, de um trabalho que alerta sobre a variabilidade vertical:

Os 3 mapas abaixo mostram a variabilidade do Potássio (K) em 3 profundidades diferentes: 0-5 cm, 5-10 cm e 10-20 cm

Mapa de K na amostra 0-5 cm

Mapa de K na amostra 0-5 cm

Mapa de K na amostra 5-10 cm

Mapa de K na amostra 5-10 cm

Mapa de K na amostra 10-20 cm

Mapa de K na amostra 10-20 cm

A mesma área, com amostragens realizadas nos mesmos pontos, com o mesmo nutriente em estudo em 3 profundidades diferentes.

Observamos 3 mapas totalmente distintos.

Aí perguntamos:

  • Qual deles é o correto?
  • O que aconteceria se nesta área coletássemos uma amostra simples a 0-20 cm de profundidade?
  • Será que a informação que será gerada é correta e expressa a verdadeira distribuição dos nutrientes no solo?
  • Uma aplicação em Taxa Variável baseada nos mapas acima diminuiria ou aumentaria a variabilidade?
  • Isso é fazer, de fato, agricultura de precisão?

Não ignore as evidências. Trace o perfil do solo, conheça as soluções da Laborsolo com o Projeto A2P.

Laborsolo Laboratórios

A Laborsolo Laboratórios atua a quase 30 anos com Análises Agronômicas. Nosso portfólio é amplo (solo, folha, alimento animal, água, fertilizantes e corretivos) e estamos focado no desenvolvimento de tecnologias que auxiliem no dia a dia do Agronegócio.

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