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Pastagem

Pecuária precisa investir em tecnologia e manejo adequado

Pesquisadores do Cepea participaram da 11° Conferência de Ovinos e Bovinos do Agri Benchmark em York, na Inglaterra, em junho, indicam que a pecuária de corte brasileira, para se manter em posição de destaque no mundo, tem como desafio investir em tecnologias que elevem sua produtividade. A constatação não é nova, mas a dificuldade de converter essa recomendação em prática a mantém na pauta das principais discussões mundiais sobre o setor.

A demanda por carne bovina tem avançado em ritmo mais acelerado que a oferta, principalmente em países emergentes, onde a renda tem aumentado de forma mais acentuada. O mundo precisa cada vez mais de alimentos, e a carne, no Brasil, concorre em área com culturas como cana-de-açúcar, soja e milho.

Paralelamente à concorrência entre culturas, o produtor brasileiro precisa também adequar seus sistemas produtivos à legislação ambiental, que representa impossibilidade de abertura de novas áreas e mesmo diminuição do espaço agricultável, nos casos de recomposição de reserva legal e áreas de preservação permanente. A equação que tem de um lado a necessidade de se elevar a produção de alimentos e de outro certas restrições de espaço volta a ser solucionada pela via do ganho de produtividade.

Fonte: Agrolink

Nosso comentário:

É indiscutível que a qualidade da carne, produzida à pasto, é reflexo direto do manejo e da qualidade de massa seca ingerida pelo animal. Também é de conhecimento geral que as pastagens no Brasil são rotuladas como “Pastagem Degradada”, o que tem levado a uma capacidade média de lotação das pastagens Brasileiras de menos de 1 U.A./ha. Portanto, buscar ganhos em produtividade, nesse setor, há que quebrar alguns paradigmas, como, por exemplo, encarar que produzir uma pastagem nada mais é do que produzir uma “lavoura”.

Assim todos os preceitos nutricionais e essenciais para as plantas de lavoura são os mesmos para as plantas de pastagem, sem exceção. Assim, a amostragem estratificada do solo, afim de evidenciar o ambiente de produção entre o equilíbrio nutricional do Cálcio, Magnésio e Potássio, vem a ser um dos mais importantes manejos de arranjo de preparo do solo para implantação de uma lavoura de pastagem.

A partir de então, podemos começar a falar de ganhos em produtividade. Ganhos esse que podem alterar significativamente a capacidade de lotação das pastagens para até 5 U.A./ha. Diga-se de passagem que, com essa capacidade de lotação nos pastos Brasileiros, os mesmos poderiam abrigar todo o rebanho do mundo. Imagine, então, o que pode representar o investimento em produtividade agrícola dos pastos, com reflexos diretos na redução do tamanho da área para se administrar a mesma quantidade de carne.

Vejamos o caso de um cliente da Laborsolo: A pastagem da imagem abaixo é no município de Nova Andradina-MS, cujo arranjo de preparo do solo e nutrientes, seguiu rigorosamente os preceitos da Laborsolo, através do programa PHPmix.

Na foto abaixo, pode-se observar o caráter arenoso do solo, com várias limitações químicas, conferindo ao solo o atributo de baixa fertilidade. Na mesma foto, assim como nas que são apresentadas na sequencia, observamos a resposta da restituição da fertilidade daquele solo, traduzida pela exuberância da produção em matéria fresca em contraste com área que recebeu tratamento regional.

“Ou mudamos os paradigmas de condução do boi à pasto, aproveitando os recursos naturais disponíveis, ou a pecuária brasileira sumirá do mapa”.

Dr. Roberto Antunes Fioretto

Eng. Agrônomo Dr. ROBERTO ANTUNES FIORETTO – Doutor em Agronomia. Ex-docente na Universidade Estadual de Londrina e sócio da Laborsolo Laboratórios, especialista em Fertilidade de Solo e Nutrição de Plantas, atuando principalmente nos seguintes temas: calagem, bases trocáveis, equilíbrio químico, adubação e cátions básicos.

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