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Sementes

A importância de acompanhar a previsão climática no plantio

Falamos muitos sobre a importância de analisar o solo, fazer a correção adequada de acidez, salinidade e fertilidade, mas estamos agora num outro momento crítico: plantar ou esperar mais um pouco.

Como o Dr. Roberto Fioretto sempre lembra, são mais 52 fatores que interferem na agricultura e alguns deles não são controláveis, como é o caso do clima.

É claro que a disponibilidade de água e luminosidade são essenciais durante todo o ciclo, mas há dois momentos críticos: o plantio e a colheita.

Para os produtores do sul que estão colhendo trigo e milho, a estiagem é muito bem vinda, já que chuva em excesso neste período leva a prejuízos com atrasos e diminuição da qualidade do grão.

Para aqueles que já colheram a expectativa é por um pouco de chuvas, mas afinal, quais os problemas da estiagem e do excesso de chuvas neste momento? Por que é tão fundamental escolher ‘o momento certo’ para fazer o plantio.

Riscos da estiagem

Plantar sobre o pó, como dizem popularmente, acreditando na chuva é um grande risco, a ausência de umidade impede as sementes de germinarem, elevando os prejuízos já que será necessário o replantio, será trabalho e custo dobrado.

Se o plantio foi realizado após uma pequena quantidade de chuvas, sem perspectivas de novas precipitações, há dois grandes riscos: o primeiro é de redução de produtividade, pois a partir de uma semana de tempo seco, as plantas passam a gastar energia, que depois é refletida em queda no potencial produtivo; o segundo é com as pragas, se a planta já brotou e a seca persiste aumenta o risco de ataque de lagartas, que podem comprometer toda a população e também a produtividade.

O pesquisador Sebastião Pedro da Silva Neto lembra que “A semente demora cerca de cinco dias para germinar, para isso é preciso de umidade. Então, se elas [sementes] começam a absorver água do solo e não é o suficiente para emergir, as plantas ficam debaixo do solo sobre uma condição de temperatura alta e chegam a morrer”.

Riscos do excesso de chuvas

Plantar com perspectivas de muita chuva ou durante um período de chuvas intensas também é arriscado. A água em abundância pode provocar podridão, compactação do solo impedido a aeração no sistema radicular.

Outro problema de plantar com perspectivas de chuvas intentas é que neste caso o tempo fica encoberto, com pouco sol e temperaturas mais baixas, impedindo que a planta realize adequadamente a fotossíntese, comprometendo sua produtividade futura.

O excesso de umidade também dificulta o manejo, impedindo a entrada de máquinas agrícolas, impossibilidade a aplicação de agroquímicos.

Mas então, quando plantar?

Este é o grande dilema dos produtores, a busca pela segunda safra, faz com que muitos produtores antecipem o plantio para o início da primavera, utilizando cultivares de ciclo curto, período em que as chuvas ainda são irregulares no centro-norte do país e abundantes no extremo sul.

O ideal seria aguardar as condições climáticas se estabilizarem, ou seja, chegarem mais próximas as condições de ‘verão’, com dias quentes com abertura de sol e chuvas amenas no final da tarde, assim as pequenas plantas podem ter as condições necessárias para a fotossíntese sem sofrer com estresse hídrico.

Laborsolo Laboratórios

A Laborsolo Laboratórios atua a quase 30 anos com Análises Agronômicas. Nosso portfólio é amplo (solo, folha, alimento animal, água, fertilizantes e corretivos) e estamos focado no desenvolvimento de tecnologias que auxiliem no dia a dia do Agronegócio.

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