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Aprosoja

Aprosoja/MT também fala da importância da diversificação de culturas

A Aprosoja/MT também está preocupada com a sustentabilidade do agronegócio e com a fertilidade do solo. A instituição divulgou uma pesquisa realizada no último mês de outubro, durante o Circuito Tecnológico Etapa Soja que demonstra que os esforços pela diversificação das culturas começa a surtir efeitos.

O tema é uma realidade que tem se tornado cada vez mais comum entre os produtores de Mato Grosso e traz o impacto positivo quando o assunto é controle de pragas e doenças.
De acordo com o vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Elso Pozzobon, o produtor precisa ter a diversificação em seu radar. “São pelo menos dois aspectos positivos. O primeiro é que o produtor não fica dependente, financeiramente, de uma cultura. Se ele tiver culturas diversificadas, pode ter um preço melhor e isso dá uma segurança financeira maior. Outro aspecto é o agronômico. Plantar sempre uma cultura sucessiva pode desenvolver pragas e doenças de forma mais intensa. A diversificação traz maior equilíbrio sanitário”, explica.

A pesquisa mostrou que sete culturas antecessoras à soja representam 43% do total plantado nas propriedades rurais das quatro regiões de Mato Grosso, são elas: milheto (17%), braquiária (7%), algodão (6%), crotalária (5%), feijão (2%), sorgo (2%), girassol (1%), sudão (1%) e outros (1%). Além delas, 57% plantam milho.

O pesquisador da Fundação MT, Claudinei Kappes, reforça que essa diversificação tem reflexo direto no aumento da produtividade de todas as culturas envolvidas.
“Os principais benefícios agronômicos da rotação de culturas estão relacionados às melhorias das características físicas, químicas e biológicas do solo, quebra do ciclo de vida de insetos-praga, patógenos e plantas daninhas, manutenção e/ou incremento no teor de matéria orgânica do solo, maximização na utilização de implementos agrícolas na propriedade e considerável aumento de produtividade das culturas”.
Kappes ainda exemplifica que a rotação com leguminosas e gramíneas, por exemplo, é uma “receita de sucesso” para o solo.

“A soja quando semeada após milho, milheto ou braquiária, por exemplo, pode ter sua produtividade incrementada principalmente em função da reciclagem de nutrientes, por se tratar de uma cultura com sistema radicular pouco profundo. Sistemas de produção que contemplam rotação de culturas são ambientes que aportam maiores quantidades de palha e com diferentes relações C/N (carbono e nitrogênio), devido ao uso diversificado das espécies. Ou seja, contribuem para o aumento da matéria orgânica ao longo do tempo. A matéria orgânica do solo é a chave do sucesso para se chegar à um bom índice de aproveitamento de nutrientes em um sistema de produção”, destaca o pesquisador.

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A Laborsolo Laboratórios atua a quase 30 anos com Análises Agronômicas. Nosso portfólio é amplo (solo, folha, alimento animal, água, fertilizantes e corretivos) e estamos focado no desenvolvimento de tecnologias que auxiliem no dia a dia do Agronegócio.

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