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Soja Safrinha2

Audiência Pública no Paraná discute a proibição da soja safrinha

A Audiência pública foi realizada no último dia 29 de setembro, na Assembléia Legislativa do Paraná e o debate foi intenso, a preocupação de pesquisadores e dos representantes das instituições diz respeito ao combate a ferrugem asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi) que está desenvolvendo resistência aos fungicidas disponíveis no mercado, podendo tornar a doença incontrolável nos próximos anos. Na visão dos pesquisadores o problema ocorre porque na safrinha o número de aplicações para o controle da doença aumenta, chegando a picos de até dez pulverizações em uma mesma lavoura.

A audiência foi solicitada pelos dirigentes da Cooperativa Mista São Cristóvão – CAMISC de Mariópolis, no Sudoeste do Paraná. O presidente da cooperativa, Nelson De Bortoli manifestou sua preocupação com a possibilidade de proibição da soja safrinha. Ele alegou que os municípios de Mariópolis e de Clevelândia dependem do plantio dessa cultura, que é a alternativa mais viável economicamente para os produtores na região no período da safrinha.

Os agricultores, disse De Bortoli, já fizeram a compra dos insumos para a lavoura no início de 2016 e que será um grande prejuízo não contar com essa atividade a partir do próximo ano.

Os representantes da Faep e da Ocepar se manifestaram a favor da proibição do plantio, uma vez que a soja representa um patrimônio econômico construído pelo conjunto de agricultores paranaenses e que não podem ir contra a pesquisa, se ela está alertando sobre os prejuízos que esse plantio podem impor no curto prazo.

“Toda vez que fomos contra a pesquisa levamos prejuízos”, disse Nelson Costa, superintendente da Ocepar. A mesma posição foi adotada por Pedro Loyola, chefe do departamento técnico e e econômico da Faep.

O secretário da Agricultura e do Abastecimento Norberto Ortigara, acenou com a possibilidade de se adotar um caminho de consenso entre as partes e proibir o plantio da soja safrinha a partir de janeiro de 2017. “A partir desse prazo, o vazio sanitário no Estado deverá ser estendido”, afirmou.

A previsão é que o estado do Paraná adote o vazio sanitário como já faz o estado do Mato Grosso e Goiás, restringindo a presença de plantas vivas (inclusive guaxas) a partir de maio, ou seja, a partir do final da colheita de verão, totalizando 120 dias de vazio ao invés dos 90 adotados no Paraná desde 2007.

“Nossos esforços são para que os agricultores adotem as boas práticas de cultivo e elas recomendam a necessidade de reduzir a aplicação de agrotóxicos”.

Ortigara ressaltou que vem sendo alertado pelos órgãos de pesquisa sobre a ineficiência dos fungicidas diante do aumento da resistência dos fungos, que se multiplicam de forma rápida e podem colocar em risco as lavouras.

O presidente da Adapar, Inácio Afonso Kroetz, alertou os produtores que a ferrugem asiática já provoca custos acima de US$ 2 bilhões por ano no Brasil, com o uso de fungicidas. A medida restritiva, se adotada, tem a finalidade de interromper o ciclo do fungo e diminuir o custo da aplicação de fungicidas, disse.

Kroetz destacou que foi alertado pela Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) que nos próximos 10 anos não terá produto novo para conter o avanço do fungo.“Não há novas moléculas sendo pesquisadas pela indústria”, disse.

No Congresso Brasileiro de Soja, realizado este ano, em Florianópolis, a informaçõe que circulou é que nos próximos 8 anos não há expectativa de lançamento de novas moléculas de fungicidas no mercado.

A decisão será divulgada mediante portaria da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), nos próximos dias.

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