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Efeitos climáticos podem se prolongar e já causam prejuízo e preocupação aos produtores

Cientistas norte-americanos da NASA alertam para mudanças climáticas prolongadas, o pico do El Niño deve estar ocorrendo agora, disse o climatologista Gilvan Sampaio do INPE, mas seus impactos deverão se prolongar em todo o primeiro semestre de 2016.

No Mato Grosso as temperaturas no solo tem passado de 70°C, o que tem levado muitos produtores a fazerem o replantio, a área estimada que já foi replantada alcança 3,1% do total do estado, maior produtor de soja do país.

Projeta-se que o impacto da ressemeadura tenha sido de R$ 64,8 milhões, considerando apenas os custos com semente e diesel, e desconsiderando quaisquer tratos culturais. O gasto extra de 7,8% sobre o custo total implica que o produtor que ressemeou deverá colher 4,09 sc/ha a mais ou vender a um preço R$ 4,37/sc superior para conseguir cobrir estes gastos que não estavam na conta.

Já no estado do Mato Grosso do Sul a situação é diferente, a chuva tem afetado estradas e pontes, fazendo com que algumas regiões fiquem isoladas ou exigindo grandes desvios. Segundo o governo do estado, cerca de 3 mil km de rodovias foram danificadas, além de 80 pontes.

No Sul, o plantio atrasou e em algumas áreas a chuva está prejudicando a qualidade da lavoura, que sofre com pouca luminosidade, o que pode comprometer a produtividade e inviabilizar a safrinha onde o plantio foi tardio.

Além do El Niño agora se fala em Oscilação Decadal do Pacífico

Enquanto o El Niño oscila em um ciclo mais ou menos anual, outra dinâmica na temperatura das águas do Oceano Pacífico, conhecida como a Oscilação Decadal do Pacífico (PDO, na sigla em inglês), tem o potencial de acelerar o aquecimento global e aumentar a severidade dos episódios de El Niño, disseram cientistas.

A última vez que a PDO esteve, como pode estar agora, em um prolongamento positivo, ou fase quente, correspondeu a dois dos El Niños mais fortes já registrados.

“Quando você realmente tem um El Niño monstro, isso pode ser suficiente para virar a PDO em uma nova fase por uma década ou mais”, disse William Patzert, climatologista do Laboratório de Propulsão de Jatos da NASA, na Califórnia. “Mantenha os olhos abertos porque talvez estejamos em uma transição decadal.”

Antes de janeiro de 2014, o mundo passou por um período de 15 anos de valores majoritariamente negativos para a oscilação do Pacífico de acordo com dados mantidos por Nathan Mantua, cientistas atmosférico do Instituto Conjunto de Estudos da Atmosfera e Oceanos, da Administração Atmosférica e Oceânica Nacional dos EUA (NOAA, na sigla em inglês).

Aquele período viu apenas fenômenos El Niño moderados. Durante os 21 anos antes dele, os valores da oscilação do Pacífico foram majoritariamente positivos, um período que coincidiu com os El Niños de 1982/83 e 1997/98, dois dos maiores já registrados.

Agora, cientistas estão começando a imaginar se o período de 15 anos de relativa calma do El Niño está chegando ao fim, marcando o início de uma era mais quente, com mais tempestades, semelhante às de 1980 e 1990.

“É mais provável que teremos uma mudança de fase e permaneceremos em território positivo”, disse Kevin Trenberth , do Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica dos EUA em Boulder, Colorado, observando que enquanto uma transição decadal estava longe de ser uma garantia, as chances a favor são de aproximadamente 2 para 1.

Com informações da Reuters, Globo Rural e Agrolink

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