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Defensivos 2

Em meio a liberação de novas culturas, Ministério Público ataca setor de defensivos

O mês de junho (2015) tem sido alvo de muitas discussões no que diz respeito ao setor de defensivos. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgou lista atualizada das regulamentações de uso de diversos defensivos para os chamados minor crops, foram contempladas nos últimos 12 meses mais de 350 culturas, com a inclusão de mais de 700 recomendações em bulas, além do estabelecimento de mais de 500 Limites Máximos de Resíduos (LMR).

Enquanto MAPA, IBAMA e ANVISA, trabalham em conjunto para autorizar e regulamentar o uso dos defensivos para as pequenas culturas, a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados rejeitou projeto de lei que pretendia proibir a venda e o cultivo de sementes transgênicas com tolerância a herbicidas.

O relator do projeto, deputado Wellington Roberto (PR-PB), mudou sua opinião inicial e admitiu que a medida prejudicaria a agricultura. O ex-deputado Moreira Mendes (RO) argumentou que o uso de biotecnologia “aumenta a produtividade e reduz impactos ambientais devido à utilização de menor quantidade de agrotóxicos”, e que “do ponto de vista econômico, os transgênicos proporcionaram uma maior participação dos produtos brasileiros no mercado internacional”.

A manutenção dos OGM foi respaldada ainda pela lembrança de que a Lei de Biossegurança, aprovada pelo Congresso Nacional em 2005, garante parâmetros muitos altos e exigentes para a liberação de transgênicos. Os deputados citaram também a grande credibilidade da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e o Conselho Nacional de Biossegurança, que são os responsáveis pela aprovação de pesquisas, produção e comercialização da biotecnologia.

Ao mesmo tempo a AENDA divulgou uma nota técnica criticando as ações do Ministério Público, “que passou a abrir ações judiciais contra empresas e seus produtos, por entenderem que são nocivos à sociedade; contra a ANVISA, por não aceitar muita delonga nos processos de reavaliação de ingredientes ativos; contra a CTNBio por aprovar semente modificada geneticamente para resistir à ação do herbicida 2,4-D, por achar que esse produto é um derivado de ingredientes do Agente Laranja; e, contra o ensinamento sobre os agrotóxicos na educação ambiental do Ensino Básico, por ter a percepção que isso não passa de propaganda dos produtos.”

“Esse movimento do MP causa grande apreensão jurídica às empresas e ameaça a agricultura nacional com cortes de importantes produtos para controle das pragas.
O MP conhece os estragos que as pragas (insetos, ácaros, nematóides, moluscos, bactérias, vírus, fungos, ervas daninhas, aves e pequenos mamíferos) podem causar? Ou acha que os agricultores usam porque está na moda?

Algumas pragas consomem a folhagem, reduzindo a fotossíntese e a colheita, sugam a seiva das plantas causando efeitos toxicogênicos e interferem na síntese de substâncias, broqueiam hastes, ramos e cortam raízes, enfraquecendo todo o sistema de suporte. Outras pragas, como as doenças, sendo em maioria os fungos, degradam com rapidez as células da planta hospedeira, restringindo severamente a produção de biomassa e consequentemente dos frutos.

Ainda outras, na categoria de ervas daninhas, concorrem com a plantação por nutrientes do solo, diminuindo sobremaneira o rendimento das plantas alimentícias. Aves e pequenos mamíferos (ratos, coelhos, etc) comem as sementes recém semeadas no solo, roem raízes, prejudicando a produtividade esperada do agricultor.

Os cientistas agrícolas calculam que as perdas de rendimento das plantações, tendo como causa apenas o ataque das pragas, estão ao redor de 38%. Ressaltam ainda, que são consideradas pragas os organismos que atingem uma densidade populacional na plantação capaz de causar danos.”

Qual a sua opinião sobre esse tema tão espinhoso? Deixe nos comentários!

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