Cuecas

Você aceitaria o “Desafio de Plantar suas Cuecas”?

Produtores americanos e canadenses estão realizando um desafio chamado “Soil Your Undies”, literalmente “Plante suas cuecas”, o desafio começou com Farmers Guild in California (Confraria dos Fazendeiros da Califórnia) e se expandiu também para o Canadá. O objetivo do desafio é  demonstrar de forma prática, visual e simples a presença de quantidades saudáveis de micróbios, bactérias, minerais, minhocas e fungos, analisando o estado da cueca após permanecer 8 semanas enterrada.

Teoricamente, o solo saudável produziria uma cueca desgastada e surrada depois de alguns meses. Quanto mais buracos no tecido, mais evidências de organismos saudáveis.

O desafio funciona da seguinte forma: Pegue um par de calças de algodão 100% e enterre-as no solo de sua propriedade. Deixe-as por oito semanas, depois desenterre-as e inspecione o que a biologia do solo fez com elas. Se você pode lavá-los e usá-los, comece a fazer perguntas por quê; é muito seco, muito úmido, muito ácido, muito alcalino, trabalhado demais, sem nutrientes, pobre em matéria orgânica etc.? Mas se você desenterrá-los e só a faixa da cintura estiver inteira é sinal de que a biologia dissolveu o carbono 100% natural do algodão, então você sabe que o solo está em forma relativamente boa.

Inspirado pelos relatos de americanos e canadenses, um produtor do Reino Unido, Brian Barker, também realizou o experimento e documentou em seu blog:

Eu plantei seis pares de calças em uma variedade de sistemas de cultivo em nossa fazenda. Tentando manter o tipo e a rotação do solo iguais, para podermos comparar como nosso manejo está afetando a biologia do solo. Meu primeiro ciclo de oito semanas se passou e os resultados foram tão dramáticos que eu reabri os buracos com mais calças para realizar o experimento por um ano.”

Veja as fotos que ele compartilhou:

Em área de arado de inverno após cevada (na primavera) com antecedência de 2 safras de Trigo

 

Plantio direto após 2 safras de trigo

 

Plantio direto em linha após 2 safras de trigo

 

Área com cobertura de inverno (aveia e mostarda) semeada após 3 safras de trigo

 

Barker completa seu artigo dizendo que “repetidamente, somos lembrados de que os agricultores não entendem e apreciam esse ativo [o solo]. Fotos de solo soprando sobre um campo, água marrom derramando de campos cultivados (…) Nosso manejo do solo tem que se alterar se quisermos cultivar e cuidar de um ativo que permitirá que seus negócios agrícolas produzam boas colheitas.”

Ele lembra também que “A ciência e a pesquisa lançam resmas e resmas de papéis brancos nos agricultores sobre o efeito que o cultivo tem em nosso solo. Os agricultores respondem que eles cultivam por todas as razões certas; compactação de campo, pressão de ervas daninhas, manejo de ‘lixo’, mas no fundo todos precisam ter uma voz na parte de trás de sua cabeça dizendo “o que isso está fazendo no meu solo?”, mas é tão difícil de entender.”

A sua percepção simples e visual foi de que quanto mais uma área era cultivada, menos degradadas eram as cuecas. “Quanto mais lavoura, mais destruição e perturbação fazemos à biologia do solo. A biologia então entra em choque. Demora muito tempo para se recuperar, o que significa que nossas plantações não se beneficiam da relação de mão dupla com nutrientes sendo enviados para o solo. As raízes das plantas dão nutrientes ao solo na forma de açúcares, as bactérias e os fungos se alimentam desse açúcar para obter energia para dissolver a matéria no solo, o que libera os nutrientes trancados no solo para que a planta possa se alimentar deles. Um relacionamento mágico de duas vias alimentado pela energia do sol através da fotossíntese.”

Por isso um ‘desafio’ simples como este das cuecas de algodão pode ser tão importante! Um alerta para revermos nossas ações.

E você teria coragem de plantar suas cuecas também?

Veja mais algumas fotos do desafio:

Laborsolo Laboratórios

A Laborsolo Laboratórios atua há 30 anos com Análises Agronômicas. Nosso portfólio é amplo (solo, folha, alimento animal, água, fertilizantes e corretivos) e estamos focado no desenvolvimento de tecnologias que auxiliem no dia a dia do Agronegócio.

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